Ocorreu um erro neste gadget
Ocorreu um erro neste gadget

Seguidores

Quem sou eu

Minha foto
MISSIONÁRIO EVANGÉLICO DO MINISTÉRIO RBC,PROFESSOR E PSICOPEDAGOGO,54 ANOS.CASADO.

segunda-feira, 11 de abril de 2011












Outros Portais
Portal da Dislexia
Orientação Vocacional
Fórum PSI.EDU
SPSS
Portal dos Site






A Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção (PHDA) é, provavelmente, a perturbação da infância e da adolescência mais estudada da actualidade, sendo um conceito cada vez mais frequente nas nossas escolas e na sociedade actual.

As crianças hiperactivas exibem um conjunto de características e de comportamentos típicos (desatenção, agitação motora, impulsividade, irrequietude, imaturidade, etc.) que condicionam o seu desempenho nos diversos contextos e/ou actividades em que é requerido um comportamento normativo.
Em face destas alterações comportamentais, estas crianças tendem a apresentar, com alguma frequência, dificuldades de aprendizagem, dificuldades no relacionamento com os pares e problemas de ajustamento psicossocial.
Este portal pretende contribuir para um maior conhecimento e aprofundamento da Hiperactividade com Défice de Atenção, podendo ser um óptimo recurso para pais, professores/educadores e outros técnicos que lidam diariamente com crianças hiperactivas. Está organizado em diversas temáticas, nomeadamente a sua Definição, Diagnóstico, Prevalência e Etiologia, Avaliação e Intervenção, entre outras informações.
Poderá ainda solicitar a marcação de CONSULTAS de avaliação e de intervenção na Hiperactividade com Défice de Atenção, bem como inscrever-se ou solicitar uma das nossas ACÇÕES DE FORMAÇÃO.
Subscreva a nossa Newsletter mensal com informações s
Atenção: Para imprimir este artigo sem cortes clique no ícone da impressora >>>>



UM POUCO DA HISTÓRIA DA PSICOPEDAGOGIA

Simaia Sampaio

Os primeiros Centros Psicopedagógicos foram fundados na Europa, em 1946, por J Boutonier e George Mauco, com direção médica e pedagógica. Estes Centros uniam conhecimentos da área de Psicologia, Psicanálise e Pedagogia, onde tentavam readaptar crianças com comportamentos socialmente inadequados na escola ou no lar e atender crianças com dificuldades de aprendizagem apesar de serem inteligentes (MERY apud BOSSA, 2000, p. 39).



Na literatura francesa – que, como vimos, influencia as idéias sobre psicopedagogia na Argentina (a qual, por sua vez, influencia a práxis brasileira) – encontra-se, entre outros, os trabalhos de Janine Mery, a psicopedagoga francesa que apresenta algumas considerações sobre o termo psicopedagogia e sobre a origem dessas idéias na Europa, e os trabalhos de George Mauco, fundador do primeiro centro médico psicopedagógico na França,..., onde se percebeu as primeiras tentativas de articulação entre Medicina, Psicologia, Psicanálise e Pedagogia, na solução dos problemas de comportamento e de aprendizagem (BOSSA, 2000, p. 37)



Esperava-se através desta união Psicologia-Psicanálise-Pedagogia, conhecer a criança e o seu meio, para que fosse possível compreender o caso para determinar uma ação reeducadora.

Diferenciar os que não aprendiam, apesar de serem inteligentes, daqueles que apresentavam alguma deficiência mental, física ou sensorial era uma das preocupações da época.

Observamos que a psicopedagogia teve uma trajetória significativa tendo inicialmente um caráter médico-pedagógico dos quais faziam parte da equipe do Centro Psicopedagógico: médicos, psicólogos, psicanalistas e pedagogos.

Esta corrente européia influenciou significativamente a Argentina. Conforme a psicopedagoga Alicia Fernández (apud BOSSA, 2000, p. 41), a Psicopedagogia surgiu na Argentina há mais de 30 anos e foi em Buenos Aires, sua capital, a primeira cidade a oferecer o curso de Psicopedagogia.

Foi na década de 70 que surgiram, em Buenos Aires, os Centros de Saúde Mental, onde equipes de psicopedagogos atuavam fazendo diagnóstico e tratamento. Estes psicopedagogos perceberem um ano após o tratamento que os pacientes resolveram seus problemas de aprendizagem, mas desenvolveram distúrbios de personalidade como deslocamento de sintoma. Resolveram então incluir o olhar e a escuta clínica psicanalítica, perfil atual do psicopedagogo argentino (Id. Ibid., 2000, p.41).

Na Argentina, a psicopedagogia tem um caráter diferenciado da psicopedagogia no Brasil. São aplicados testes de uso corrente, “alguns dos quais não sendo permitidos aos brasileiros...” (Id. Ibid., p. 42), por ser considerado de uso exclusivo dos psicólogos (cf. BOSSA, p. 58). “... os instrumentos empregados são mais variados, recorrendo o psicopedagogo argentino, em geral, a provas de inteligência, provas de nível de pensamento; avaliação do nível pedagógico; avaliação perceptomotora; testes projetivos; testes psicomotores; hora do jogo psicopedagógico” (Id. Ibid., 2000, p. 42).

A psicopedagogia chegou ao Brasil, na década de 70, cujas dificuldades de aprendizagem nesta época eram associadas a uma disfunção neurológica denominada de disfunção cerebral mínima (DCM) que virou moda neste período, servindo para camuflar problemas sociopedagógicos (Id. Ibid., 2000, p. 48-49).

Inicialmente, os problemas de aprendizagem foram estudados e tratados por médicos na Europa no século XIX e no Brasil percebemos, ainda hoje, que na maioria das vezes a primeira atitude dos familiares é levar seus filhos a uma consulta médica.



Na prática do psicopedagogo, ainda hoje é comum receber no consultório crianças que já foram examinadas por um médico, por indicação da escola ou mesmo por iniciativa da família, devido aos problemas que está apresentando na escola (Id. Ibid., 2000, p. 50).



A Psicopedagogia foi introduzida aqui no Brasil baseada nos modelos médicos de atuação e foi dentro desta concepção de problemas de aprendizagem que se iniciaram, a partir de 1970, cursos de formação de especialistas em Psicopedagogia na Clínica Médico-Pedagógica de Porto Alegre, com a duração de dois anos (Id. Ibid., 2000, p. 52).

De acordo com Visca, a Psicopedagogia foi inicialmente uma ação subsidiada da Medicina e da Psicologia, perfilando-se posteriormente como um conhecimento independente e complementar, possuída de um objeto de estudo, denominado de processo de aprendizagem, e de recursos diagnósticos, corretores e preventivos próprios (VISCA apud BOSSA, 2000, p. 21).

Com esta visão de uma formação independente, porém complementar, destas duas áreas, o Brasil recebeu contribuições, para o desenvolvimento da área psicopedagógica, de profissionais argentinos tais como: Sara Paín, Jacob Feldmann, Ana Maria Muniz, Jorge Visca, dentre outros.

Temos o professor argentino Jorge Visca como um dos maiores contribuintes da difusão psicopedagógica no Brasil. Foi o criador da Epistemologia Convergente, linha teórica que propõe um trabalho com a aprendizagem utilizando-se da integração de três linhas da Psicologia: Escola de Genebra - Psicogenética de Piaget (já que ninguém pode aprender além do que sua estrutura cognitiva permite), Escola Psicanalítica - Freud (já que dois sujeitos com igual nível cognitivo e distintos investimentos afetivos em relação a um objeto aprenderão de forma diferente) e a Escola de Psicologia Social de Enrique Pichon Rivière (pois se ocorresse uma paridade do cognitivo e afetivo em dois sujeitos de distinta cultura, também suas aprendizagens em relação a um mesmo objeto seriam diferentes, devido às influências que sofreram por seus meios sócio-culturais) (VISCA, 1991, p. 66).



Visca propõe o trabalho com a aprendizagem utilizando-se de uma confluência dos achados teóricos da escola de Genebra, em que o principal objeto de estudo são os níveis de inteligência, com as teorizações da psicanálise sobre as manifestações emocionais que representam seu interesse predominante. A esta confluência, junta, também, as proposições da psicologia social de Pichon Rivière, mormente porque a aprendizagem escolar, além do lidar com o cognitivo e com o emocional, lida também com relações interpessoais vivenciadas em grupos sociais específicos (França apud Sisto et. al. 2002, p. 101).



A análise do sujeito através de correntes distintas do pensamento psicológico concebeu uma proposta de diagnóstico, de processo corretor e de prevenção, dando origem ao método clínico psicopedagógico.



...quando se fala de psicopedagogia clínica, se está fazendo referência a um método com o qual se tenta conduzir à aprendizagem e não a uma corrente teórica ou escola. Em concordância com o método clínico podem-se utilizar diferentes enfoques teóricos. O que eu preconizo é o da epistemologia convergente (VISCA, 1987, p. 16).



Visca implantou CEPs no Rio de Janeiro, São Paulo, capital e Campinas, Salvador, e Curitiba. Deu aulas em Salvador, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Itajaí, Joinville, Maringá, Goiânia, Foz do Iguaçu e muitas outras. (Cf. BARBOSA, 2002, p. 14).

Muitos outros cursos de Psicopedagogia foram surgindo ao longo deste período até os dias atuais e este crescimento não pára de acontecer o que indica uma grande procura por esta profissão. Entretanto, é importante ressaltar, que esta demanda pode proliferar cursos precários distribuindo diplomas e certificados a profissionais inadequados. Esta proliferação se agrava mais ainda pelo fato da profissão não estar ainda legalizada.

Existe, porém, em nosso país há 13 anos a Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp) que dá um norte a esta profissão. Ela é responsável pela organização de eventos, pela publicação de temas relacionados à Psicopedagogia.

Devemos, portanto, escolher com muito cuidado a Instituição que desejamos fazer o curso de Psicopedagogia. Tenho conhecimentos de cursos que no período do estágio abandonam seus alunos sem a devida orientação.

Existe, em nosso país há 13 anos a Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp) que dá um norte a esta profissão. Ela é responsável pela organização de eventos, pela publicação de temas relacionados à Psicopedagogia, cadastro dos profissionais.
Qualquer dúvida sobre o curso que deseja fazer procure a sessão da Abpp em seu estado.

Publicado em 13/12/2005 17:54:00


 




Intervenção psicopedagógica na pessoa com Alzheimer: para um retardamento no avanço da doe

quarta-feira, 20 de agosto de 2008 por primuscare.pt


Até ao presente momento, ainda não temos condições de curar a pessoa com doença de Alzheimer. Porém, temos estratégias de acção adequadas que a serem adoptadas melhoram o dia-a-dia da pessoa com este tipo de demência, e contribuem para que o avanço da sua doença seja retardado.

Especialmente na primeira fase da doença, que corresponde aos primeiros sinais de falhas na memória, dificuldades em executar tarefas domésticas e alguma desorientação no tempo e no espaço, se intervenções específicas forem atempadamente accionadas podemos em muito prestar ajuda visível, prática e útil.

Neste contexto, a terapêutica psicopedagógica ou a implementação de estratégias de acção psicoeducativas podem ser cruciais para trabalhar na manutenção das competências que ainda estão em funcionamento.

Este tipo de intervenção vai procurar colmatar as dificuldades que surgem perante uma nova realidade que se avizinha.

De entre várias estratégias, o Treino Cognitivo assume real importância perante o cenário da DA, traduzindo-se em acções que visam estimular a Autonomia da Pessoa.

Este treino passa por uma série de estratégias que abrange os vários campos de acção na vida diária da pessoa. Abarca a atenção, a concentração, a orientação no tempo e no espaço, o raciocínio, a comunicação verbal e não verbal, entre outras competências que consequentemente se vão repercutir nas AVD’s. Os resultados são visíveis na manutenção da autonomia da pessoa em casos concretos como a hora das refeições, a tomada da medicação, a higiene pessoal, a hora de vestir, até à forma de estabelecer comunicação com os que se encontram ao seu redor e gestão das mudanças de humor.

O objectivo supremo deste treino é capacitar a pessoa para usufruir ao máximo das habilidades de que ainda é detentor(a).

Importa aqui salientar, para que se tenha sempre presente, que perante um cenário de DA quando decidi-mos fazer pelo doente não estamos “a poupá-lo” nem tão pouco a ajudá-lo, pelo contrário estamos a acelerar o seu processo de dependência e muitas implicações resultarão de modo negativo quer para o próprio quer para todos os envolventes. Dessa forma, a qualidade de vida é simplesmente perdida e rapidamente por todos.

Assim, a missão das técnicas psicopedagógicas assume um papel duplo procurando por um lado reforçar os comportamentos adaptados e por outro diminuir ou suprimir (quando possível) os comportamentos desadaptados.

Para além do Treino Cognitivo como suporte e bengala no apoio às experiências da vida quotidiana, também as Técnicas de Relaxamento têm sido largamente recomendadas para pessoas em início de fase da DA.

Vários estudos revelam que da aplicação das técnicas de relaxamento com base nos métodos de Schultz e Jacobsen surtem efeitos a dois níveis: redução nos níveis de ansiedade e reforço na imagem corporal, tão importante para doentes Alzheimer.

Ainda no que diz respeito a alterações na área do comportamento e do humor devemos estar atentos e procurar identificar os agentes causadores de tais situações que geram elevados níveis de ansiedade. Dessa identificação pode resultar uma transformação no ambiente que futuramente controla a situação. Sinalizar os estímulos que provocam um comportamento desadaptado é por isso de extrema importância.

Do cruzamento das três intervenções indicadas – Treino Cognitivo, Técnicas de Relaxamento e Avaliação perante os agentes que accionam as alterações do Humor e do Comportamento – resulta uma estratégia psicopedagógica que visa a manutenção da autonomia e o retardar tanto quanto possível de todas as implicações que o avanço deste tipo de demência arrasta consigo.

Perante um sistema de vida implantado com regras e padrões que deixam de fazer sentido e que não se adequam a uma nova realidade alterada pelo surgimento da doença de Alzheimer, é de todo importante avançar com ajuda técnica especializada logo no primeiro estádio da doença – a morte de células cerebrais é de facto devastadora e altera Toda uma Vida.

A consciência de que a Adaptação tem que ser uma realidade constante nos cuidados prestados é assim Obrigatória.


Dra. Raquel Baldino
Psicopedagoga
Esta notícia já foi consultada 2119 vezes


2011 copyright

ajudas.com

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Família  |  05/01/2011 07h50min

Dislexia: psicóloga recomenda que profissionais deixem os “modismos” de lado

Nem todo aluno com problema de aprendizado pode ser classificado como disléxico


Fazer um diagnóstico de distúrbio psicológico não é uma tarefa fácil. Diferentemente de doenças fisiológicas, nas quais os sintomas se manifestam e dão indícios claros de qual pode ser o problema, os distúrbios da mente exigem uma análise mais profunda, detalhada e demorada, devido às muitas variáveis envolvidas.
No campo da psicopedagogia, alguns especialistas têm demonstrado preocupação com o excesso de diagnósticos precoces e superficiais de dislexia, um distúrbio da linguagem que envolve principalmente a parte da leitura. Para a psicóloga clínica Ana Cássia Maturano, há diversos casos em que os pais de crianças com dificuldades escolares chegam aos consultórios com o diagnóstico pronto, muitas vezes dado pelas escolas e reforçado pelos profissionais.
— Se por um lado o estabelecimento de um quadro ajuda no tratamento, por outro pode cegar e apenas estigmatizar a pessoa em questão — afirma. 
Vários fatores podem determinar dificuldades na leitura e na escrita, que são intimamente ligadas.
— Dar um nome específico a um problema de lecto-escrita pode atrapalhar o diagnóstico mais amplo, quando não podemos compreender a pessoa que ali se apresenta — comenta a especialista. — O mais adequado é um diagnóstico que privilegie fazer um entendimento do indivíduo em seus vários aspectos, considerando também seu ambiente social e escolar, que podem interferir em sua capacidade de aprender a linguagem escrita.
Apesar do problema estar "em alta", sendo muito divulgado hoje em dia, é difícil encontrar pessoas que realmente apresentem dislexia.
— Os profissionais têm que deixar os modismos de lado e olhar para o ser humano real que se apresenta a eles.
Fonte: Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga.

DONNA ZH ONLINE

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

2011 MUITO MELHOR

Estamos nos preparando para 2011,e com certeza,nossos blogueiros,que nos seguem estarão conosco em mais um ano,procurarem,os nos interagir cada vêz melhor com mais inforamções,e noticias do mundo da psicopedagogia institucional e clínica,foi muito bom o ano 2010 tê-los conosco,será ainda melhor 2011,pois com certeza,vocês estarão sempre interagindo com a melhor informação,estarei sempre prontos a fornecer essa informação com credibilidade,pois,vocês blogueiros merecem o melhor,FELIZ ANO NOVO PARA TODOS E PARA SUAS FAMÍLIAS.
E como vê, em 2011 estaremos com todas páginas atualizadas.